Escola Estadual de Passo do Sertão
A Escola Estadual de Passo do Sertão, responsável pelo jornal Noticiário Escolar em 1949, estava situada no então distrito de Passo do Sertão, município de Araranguá. A documentação do Arquivo Público do Estado de Santa Catarina mostra que a instituição aparece com pequenas variações de denominação ao longo do período: em 1947 consta como Escola Mista Estadual de Passo do Sertão I; em 1948 aparece como Escola Estadual de Passo do Sertão I; em 1949 surgem referências às Escolas Mistas Estaduais de Passo do Sertão; e em 1950 e 1951 volta a ser registrada como Escola Estadual / Escola Mista Estadual de Passo do Sertão I.
A pesquisa permitiu localizar uma sequência documental importante para a reorganização posterior do ensino na sede de Passo do Sertão. Em 28 de junho de 1950, a Lei estadual nº 396 autorizou o Estado a receber por doação um terreno de 10.000 m² na própria localidade de Passo do Sertão, destinado à construção de uma Escola Rural. No ano seguinte, a Lei nº 555, de 15 de outubro de 1951, autorizou a aquisição, também por doação, de outro terreno de 10.000 m² na localidade para a construção de um grupo escolar rural.
A mudança mais significativa aparece em 15 de março de 1952. Pelo Decreto estadual nº 207, o governo catarinense determinou que o grupo escolar da vila de Passo do Sertão passasse a denominar-se Grupo Escolar Ângelo Scarpa. Documentos do Arquivo Público já registram esse estabelecimento em funcionamento em 1952 e 1953, inclusive em reuniões pedagógicas, e atos do Diário Oficial mencionam explicitamente o Grupo Escolar Ângelo Scarpa, da vila de Passo do Sertão, município de Araranguá.
Há, portanto, uma sequência muito consistente entre a escola estadual existente na sede de Passo do Sertão até 1951 e o Grupo Escolar Ângelo Scarpa implantado na mesma localidade em 1952. Entretanto, não foi localizado, nas fontes consultadas, um ato que declare textualmente que a Escola Estadual de Passo do Sertão responsável pelo jornal de 1949 foi “transformada” ou “incorporada” ao Grupo Escolar Ângelo Scarpa. Por esse motivo, de acordo com o protocolo adotado, a continuidade institucional pode ser considerada fortemente indicada pela documentação, mas não deve ser apresentada como uma simples mudança de nome sem essa ressalva.