JORNAL

A Criança Brasileira

Começou a ser publicado 1º de maio de 1942, mas foi fundado no dia 25 de março, “dia da criança”, juntamente com outras associações auxiliares da escola. No texto de apresentação do primeiro número consta que era de responsabilidade dos estudantes dos cursos primário e complementar (considerado o “Curso Normal Primário”, pois sua conclusão habilitava para atuação nas escolas isoladas). Observa-se, porém, que a participação do primário é pontual, as atas das reuniões do jornal informam que são os estudantes do curso complementar os responsáveis pela pauta e organização de cada número, juntamente com a professora orientadora. Ao longo de sua história, publicou textos sobre atividades escolares variadas, principalmente aquelas relacionadas as associações auxiliares. Na década de 1940 destacam-se textos sobre efemérides, culto a pátria, aos políticos locais e aos heróis nacionais. Outra característica é que relata atividades extraescolares experienciadas pelos estudantes, como por exemplo, férias, passeios em casa da família, relações familiares etc. Em meio a isso também há notícias locais e nacionais. O jornal tinha anunciantes, que chegaram a ocupar toda a quarta página na década de 1940. Relatórios informam que tinha tiragem de 500 a 600 exemplares por número e esses eram vendidos para a comunidade. Há registros de que eram lidos pelos pais dos estudantes; que podiam comprar vários exemplares quando havia textos de seu filho (para distribuir para a família). Também havia trocas de jornais entre as escolas, ele era enviado para escolas de Santa Catarina e de outros Estados e recebia jornais delas também. Em 1946 participou de uma exposição de jornais, no Uruguai, e recebeu alguns títulos das escolas de lá, registrado no n.39-40 set. 1947.

Edições

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A Criança Brasileira — n.1 (mai/1942)

A Criança Brasileira — n.2 (jun/1942)

A Criança Brasileira — n.3 (jul/1942)

A Criança Brasileira — n.4-5 (nov/1942)

A Criança Brasileira — n.6 (ago/1943)

A Criança Brasileira — n.6-7 (nov/1943)

A Criança Brasileira — n.9-10 (abr/1944)

A Criança Brasileira — n.11-12 (jun/1944)

A Criança Brasileira — n.13-14 (ago/1944)

A Criança Brasileira — n.15-16 (out/1944)

A Criança Brasileira — n.19-20 (abr/1945)

A Criança Brasileira — n.21-22 (jun/1945)

A Criança Brasileira — n.23-24 (set/1945)

A Criança Brasileira — n.25-26 (nov/1945)

A Criança Brasileira — n.27-28 (abr/1946)

A Criança Brasileira — n.29-30 (jun/1946)

A Criança Brasileira — n.33-34 (nov/1946)

A Criança Brasileira — n.35-36 (abr/1947)

A Criança Brasileira — n.37-38 (jun/1947)

A Criança Brasileira — n.39-40 (set/1947)

A Criança Brasileira — n.41-42 (out/1947)

A Criança Brasileira — n.43-44 (abr/1948)

A Criança Brasileira — n.45-46 (jun/1948)

A Criança Brasileira — n.47-48 (set/1948)

A Criança Brasileira — n.49-50 (mai/1949)

A Criança Brasileira — n.51-52 (jul/1949)

A Criança Brasileira — n.53-54 (out/1949)

A Criança Brasileira — n.55-56 (mai/1950)

A Criança Brasileira — n.57-58 (jul/1950)

A Criança Brasileira — n.59-60 (out/1950)

A Criança Brasileira — n.61-62 (abr/1951)

A Criança Brasileira — n.63-64-65 (nov/1951)

A Criança Brasileira — n.66-67 (mai/1952)

A Criança Brasileira — n.68-69-70 (nov/1952)

A Criança Brasileira — n.71-72 (abr/1953)

A Criança Brasileira — n.73-74-75 (out/1953)

A Criança Brasileira — n.76-77 (jun/1954)

A Criança Brasileira — n.78-79 (nov/1955)

A Criança Brasileira — n.80-81 (out/1956)

A Criança Brasileira — n.82-83 (out/1957)

A Criança Brasileira — n.84-85 (nov/1958)

A Criança Brasileira — n.86-87 (nov/1959)

A Criança Brasileira — n.88-89 (out/1960)

A Criança Brasileira — n.90-91 (nov/1962)

A Criança Brasileira — n.96 (dez/1968)

A Criança Brasileira — n.96 (dez/1968)

Mais detalhes sobre este jornal

Foram localizados exemplares de 1942 a 1962, praticamente sem interrupções. Após esse período, há um exemplar de 1968, manuscrito e outro de 1982, impresso, mas chamado Jornal do Estudante, que, pelas suas características não foi incluído no inventário do projeto. A professora Cristiani Bereta da Silva recebeu 42 exemplares (incluindo um exemplar do Jornal do Estudante) em doação de uma docente, que praticamente os salvou de serem queimados numa limpeza em uma instituição. Alguns, inclusive, trazem marcas de fogo. Depois de inventariados todos foram entregues ao bibliotecário Alzemi Machado, para guarda no acervo da Biblioteca Pública do Estado de Santa Carina e digitalização para a Hemeroteca Digital Catarinense. Até 1949 todos os exemplares também estão no Apesc, sendo que 4 deles só se encontram neste arquivo, a saber: n.6-7 nov, de 1943; n.19-20 abr; n.21-22 jun; n.23-24-set, de 1945.

Fotos

Acervo

Colaboradores

Sobre a Instituição Escolar

Grupo Escolar Lauro Müller e Curso Complementar Anexo

O Grupo Escolar Lauro Müller foi o primeiro fundado em Florianópolis e o segundo em Santa Catarina. Sua inauguração foi em 24 de maio de 1912. Localizado no centro da cidade, área nobre, próximo ao Palácio do Governo e da Catedral Metropolitana, destacava-se pela arquitetura moderna. Sua localização privilegiada e utilização como campo de prática de ensino da Escola Normal Catarinense, bem como os altos investimentos recebidos na sua construção e na aquisição dos modernos móveis e utensílios escolares, o converteram “na menina dos olhos do governador e sala de visitas para educadores e autoridades diversas, que registravam as suas impressões elogiosas, no livro de visitas” (Teive; Dallabrida, 2011, p. 39). Na década de 1940 a escola abrigava número significativo de alunos que pertenciam às camadas médias urbanas da cidade. Na pesquisa realizada por Gladys Teive (2008) sobre normalistas e cultura escolar, o depoimento de dona Glorinha, que fez os cursos primário e complementar na escola, entre 1918 e 1924, enfatiza que ela abrigava “a elite, a nata” da cidade (Teive, 2008, p. 65). A partir da década de 1960, porém, outros depoimentos, também de professores, informam que com as transformações do espaço urbano e reorganização econômica da cidade, os estudantes da escola passaram a conformar perfil bem mais heterogêneo em todos os aspectos sociais (Silva, 2013). Com a LDB de 1971 (Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971, que fixa as Diretrizes e Bases para o ensino de 1º e 2º Graus, e dá outras providências) o grupo escolar passou a se chamar Escola de Educação Básica Lauro Müller e abranger o então denominado 1º Grau completo, ou seja, da 1ª a 8ª séries. Em 2000 passa a oferecer também o Ensino Médio. No ano de 2019, com 107 anos de funcionamento, o governo estadual anunciou o encerramento de suas atividades. A escola teve seu prédio tombado como patrimônio histórico pelo município na década de 1990 e a principal alegação para seu fechamento, dada à imprensa, foi em relação aos altos investimentos que seriam necessários para a reforma e restauração do prédio, que apresentava problemas estruturais. Os 346 estudantes matriculados no Ensino Fundamental e Médio no final de 2019 foram redirecionados para outras escolas do centro da capital a partir de 2020. TEIVE, Gladys Mary Ghizoni; DALLABRIDA, Norberto. A escola da república: os grupos escolares e a modernização do ensino primário em Santa Catarina (1911-1918). Campinas: Mercado de Letras, 2011. SILVA, Cristiani Bereta da. Cultura escolar e cultura política: projeto de nacionalização e o jornal escolar A Criança Brasileira (Santa Catarina, 1942-1945). História da Educação, v. 17, n. 40, p. 175195, ago. 2013.

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Outras instituições escolares desta região

Escola Mista de Estrada Nova de Retorcida

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