ESCOLA

Grupo Escolar Arquidiocesano São José

Fundado em 1915 pela Igreja Católica como uma resposta à necessidade de instrução moral e primária das camadas populares, o Grupo Escolar Arquidiocesano São José, localizado na Rua Padre Roma, nº 392, Centro, Florianópolis - SC, operou inicialmente sob o amparo da Mitra Diocesana, contando apenas com auxílios discretos do governo estadual. Contudo, a robusta expansão do alunado, inclusive daquele pertencente aos morros da cidade, exigiu arranjos políticos mais amplos.Na década de 1920, esse cenário começou a se transformar por meio de uma aliança híbrida. Em 1922, a Diretoria de Instrução Pública de Santa Catarina concedeu a equiparação da instituição ao modelo republicano dos grupos escolares públicos estaduais, elevando-a à condição de escola complementar. Poucos anos depois, em 1926, o Estado assumiu o pagamento dos salários dos professores, embora a administração e a orientação pedagógica continuassem sob o controle da Igreja. Essa cooperação atingiu seu ápice estrutural na década de 1930, período no qual a escola se tornou uma das maiores do estado, ultrapassando a marca de mil estudantes matriculados.A transição para o modelo puramente público consolidou-se em meados dos anos 1940, em pleno contexto de centralização política nacional, quando o Estado absorveu de forma integral a responsabilidade administrativa e operacional da unidade. A ruptura final com o passado confessional e a reconfiguração da memória institucional formalizaram-se em 1983, ano em que a instituição foi renomeada como Escola de Educação Básica Professor Henrique Stodieck. No presente, a instituição inteiramente pública, laica e pertencente à rede estadual de ensino, localiza-se na Rua Esteves Júnior, 65 - Centro, Florianópolis - SC. O antigo prédio seguiu nas mãos da Mitra Metropolitana, passando por diferentes usos. O espaço foi revitalizado e transformado, recentemente, em uma escola municipal em tempo integral. DALLABRIDA, Norberto. O Grupo Escolar Arquidiocesano São José e a (re)produção das classes populares em Florianópolis. In: SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA, XXII., 2003, João Pessoa. Anais [...]. João Pessoa: ANPUH, 2003. Disponível em: https://anpuh.org.br/uploads/anais-simposios/pdf/2019-01/1548177542_17c734e484b7f554363d47dbc38efff0.pdf. Acesso em: 10 abr. 2026.

Mais detalhes sobre esta escola

A Escola de Educação Básica Professor Henrique Stodieck é hoje uma das instituições de ensino mais tradicionais e estruturadas da rede pública estadual de Florianópolis. A unidade atende estudantes do Ensino Fundamental (Anos Iniciais e Finais) e do Ensino Médio no modelo de ensino regular, com oferta de tempo integral. O espaço conta com uma infraestrutura adaptada para o centro urbano. Há dez salas de aula equipadas e com rede de internet banda larga instalada. A acessibilidade é completa, incluindo entradas, rampas e estacionamentos adaptados para cadeirantes. A biblioteca funciona com sala de leitura ativa. Integram a paisagem, ainda, o laboratório de ciências, o laboratório de informática, a cozinha com refeitório e o auditório. Há duas quadras poliesportivas para a realização das atividades físicas e recreativas dos estudantes. Registra-se a Sala da Cidadania como uma construção pedagógica voltada para projetos integradores. A unidade possui 510 estudantes matriculados, oriundos de diferentes comunidades da Grande Florianópolis. A gestão escolar define-se como democrática, recebendo apoio de instâncias colegiadas para encaminhamentos pedagógicos e financeiros. O prédio abrigava anteriormente a antiga Faculdade de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina, da qual o professor Henrique Stodieck, patrono da escola, fora diretor. QEDU. EEB Prof Henrique Stodieck: panorama geral. [S. l.]: Meritt; Fundação Lemann, 2026. Disponível em: https://qedu.org.br/escola/42000220-eeb-prof-henrique-stodieck. Acesso em: 22 jul. 2026.

Fotos

Colaboradores

Localização

Sobre os jornais desta escola:

Nosso Brasil

Constam do jornal Nosso Brasil, do Grupo Escolar Arquidiocesano São José, do município de Florianópolis, publicações entre os anos de 1942 e 1950. As edições variam do formato manuscrito ao impresso. Nota-se um expressivo investimento na produção escrita, pois os textos apresentam profundidade e precisão gramatical. Chama especial atenção a preocupação com temas que envolvem, sobretudo, o universo religioso. A profissão de fé, enredos sobre a Virgem Maria, homenagens ao padroeiro São José e notas sobre a Ação Católica são dados a ler com veemência. Destacam-se, na extensão de muitas edições, frases que carregam dimensões patrióticas e conteúdos de ordem moral, como: ‘A criança sem bondade é como a abelha sem mel’. A menção está disposta no exemplar de abril de 1949, página 6.”

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