EDIÇÃO

Nosso Brasil — n. 34 (out/1949)

A edição de outubro de 1949, traz registros dos festejos em comemoração a semana da criança, na página 2, assinado por José Carlos Luiz do quarto ano. Há um texto sobre bons conselhos, desenvolvido por Mauro Possas do segundo ano, na penúltima página do exemplar. A primeira página está dedicada às informações do jornal.

Mais detalhes sobre esta edição

A publicação apresenta um volume considerável de textos que refletem o cotiano escolar, questões de ordem moral e narrativas conectadas a natureza como A árvore, de Maria Matilde da Silva do terceiro ano e Um rio, de José Carneiro do quarto ano. O universo infantil se dá a ler na descrição das atividades realizadas pela unidade de ensino em razão da semana da criança. Há manifestações ao excelente trabalho do inspetor Américo Vespuci Prates registradas na seção Aniversários. O manuscrito apresenta caligrafia impecável e uniforme. O investimento em gravuras e ilustrações dispostas na extensão do material revela o empenho dos evolvidos na elaboração de Nosso Brasil. A capa com a representação da Bandeira Nacional confere destaque à publicação

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Acervo

Colaboradores

Sobre a escola

Grupo Escolar Arquidiocesano São José

Fundado em 1915 pela Igreja Católica como uma resposta à necessidade de instrução moral e primária das camadas populares, o Grupo Escolar Arquidiocesano São José, localizado na Rua Padre Roma, nº 392, Centro, Florianópolis - SC, operou inicialmente sob o amparo da Mitra Diocesana, contando apenas com auxílios discretos do governo estadual. Contudo, a robusta expansão do alunado, inclusive daquele pertencente aos morros da cidade, exigiu arranjos políticos mais amplos.Na década de 1920, esse cenário começou a se transformar por meio de uma aliança híbrida. Em 1922, a Diretoria de Instrução Pública de Santa Catarina concedeu a equiparação da instituição ao modelo republicano dos grupos escolares públicos estaduais, elevando-a à condição de escola complementar. Poucos anos depois, em 1926, o Estado assumiu o pagamento dos salários dos professores, embora a administração e a orientação pedagógica continuassem sob o controle da Igreja. Essa cooperação atingiu seu ápice estrutural na década de 1930, período no qual a escola se tornou uma das maiores do estado, ultrapassando a marca de mil estudantes matriculados.A transição para o modelo puramente público consolidou-se em meados dos anos 1940, em pleno contexto de centralização política nacional, quando o Estado absorveu de forma integral a responsabilidade administrativa e operacional da unidade. A ruptura final com o passado confessional e a reconfiguração da memória institucional formalizaram-se em 1983, ano em que a instituição foi renomeada como Escola de Educação Básica Professor Henrique Stodieck. No presente, a instituição inteiramente pública, laica e pertencente à rede estadual de ensino, localiza-se na Rua Esteves Júnior, 65 - Centro, Florianópolis - SC. O antigo prédio seguiu nas mãos da Mitra Metropolitana, passando por diferentes usos. O espaço foi revitalizado e transformado, recentemente, em uma escola municipal em tempo integral. DALLABRIDA, Norberto. O Grupo Escolar Arquidiocesano São José e a (re)produção das classes populares em Florianópolis. In: SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA, XXII., 2003, João Pessoa. Anais [...]. João Pessoa: ANPUH, 2003. Disponível em: https://anpuh.org.br/uploads/anais-simposios/pdf/2019-01/1548177542_17c734e484b7f554363d47dbc38efff0.pdf. Acesso em: 10 abr. 2026.

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