EDIÇÃO

Nosso Brasil — n. 33 (set/1949)

A edição de setembro de 1949, traz um texto em homenagem ao Duque de Caxias, assinado por Décio Castro, e manifestações a setembro, mês das flores, mês da árvore, como descreve a estudante Rosi Marie. Ambas as narrativas estão dispostas na segunda página do exemplar, pois a primeira está dedicada as informações do jornal Nosso Brasil.

Mais detalhes sobre esta edição

A publicação de setembro de 1949 dá a ver textos de interesses diversos: enredos patritóticos, conteúdos relacionados a natureza, notas sobre as atividades desenvolvidas pela escola, temáticas que povoam dimensões éticas e morais perfazem a tessitura do periódico. Chama particular atenção, na página 3, a narrativa sobre a importância da bondade em Os maus meninos, assinada por Namir Amorim do segundo ano. O manuscrito preserva as características típicas de um jornal com colunas bem demarcadas para separar as seções. A caligrafia é legível. Os títulos recebem pequenas ornamentações que conferem singeleza ao material. Há ilustrações e gravuras na extensão do exemplar. A capa apresenta a imagem da Bandeira Nacional.

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Acervo

Colaboradores

Sobre a escola

Grupo Escolar Arquidiocesano São José

Fundado em 1915 pela Igreja Católica como uma resposta à necessidade de instrução moral e primária das camadas populares, o Grupo Escolar Arquidiocesano São José, localizado na Rua Padre Roma, nº 392, Centro, Florianópolis - SC, operou inicialmente sob o amparo da Mitra Diocesana, contando apenas com auxílios discretos do governo estadual. Contudo, a robusta expansão do alunado, inclusive daquele pertencente aos morros da cidade, exigiu arranjos políticos mais amplos.Na década de 1920, esse cenário começou a se transformar por meio de uma aliança híbrida. Em 1922, a Diretoria de Instrução Pública de Santa Catarina concedeu a equiparação da instituição ao modelo republicano dos grupos escolares públicos estaduais, elevando-a à condição de escola complementar. Poucos anos depois, em 1926, o Estado assumiu o pagamento dos salários dos professores, embora a administração e a orientação pedagógica continuassem sob o controle da Igreja. Essa cooperação atingiu seu ápice estrutural na década de 1930, período no qual a escola se tornou uma das maiores do estado, ultrapassando a marca de mil estudantes matriculados.A transição para o modelo puramente público consolidou-se em meados dos anos 1940, em pleno contexto de centralização política nacional, quando o Estado absorveu de forma integral a responsabilidade administrativa e operacional da unidade. A ruptura final com o passado confessional e a reconfiguração da memória institucional formalizaram-se em 1983, ano em que a instituição foi renomeada como Escola de Educação Básica Professor Henrique Stodieck. No presente, a instituição inteiramente pública, laica e pertencente à rede estadual de ensino, localiza-se na Rua Esteves Júnior, 65 - Centro, Florianópolis - SC. O antigo prédio seguiu nas mãos da Mitra Metropolitana, passando por diferentes usos. O espaço foi revitalizado e transformado, recentemente, em uma escola municipal em tempo integral. DALLABRIDA, Norberto. O Grupo Escolar Arquidiocesano São José e a (re)produção das classes populares em Florianópolis. In: SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA, XXII., 2003, João Pessoa. Anais [...]. João Pessoa: ANPUH, 2003. Disponível em: https://anpuh.org.br/uploads/anais-simposios/pdf/2019-01/1548177542_17c734e484b7f554363d47dbc38efff0.pdf. Acesso em: 10 abr. 2026.

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